Criado com a missão de promover a autonomia de sua comunidade na gestão dos patrimônios culturais, com destaque para a participação dos moradores em todo o processo de identificação do que é representativo para eles, o Ponto de Memória Inventário Participativo de Galópolis vive uma nova fase. A retomada da iniciativa completa um mês na próxima sexta, 6. Até aqui, dois encontros foram realizados junto à comunidade, e outros dois estão previstos ainda para o primeiro semestre (dias 3 e 17 de junho). O projeto, que tem coordenação-geral de Geovana Erlo e gestão criativa de Juli Pandolfo, segue com reuniões quinzenais até novembro.
Geovana destaca que as pesquisas acerca dos patrimônios culturais do bairro caxiense iniciaram em 2020, dando origem, ainda naquele ano, ao podcast Memórias de Galópolis. Desde então, a comunidade se uniu e, de forma coletiva, passou a valorizar as referências materiais, imateriais e naturais da região, tidas como patrimônios culturais da localidade. Esse processo contínuo, iniciado oficialmente em março de 2022, ultrapassa os 80 encontros.
“Desde o início da iniciativa, utilizamos a metodologia da museologia social, que defende que os museus e as experiências museológicas sejam espaços de participação e uso comunitário. Há três anos, engajamos a comunidade em diferentes encontros para discutirmos temas ligados ao patrimônio cultural, e como ele está presente na realidade do bairro e do município até hoje”, comenta Geovana.
Ela pontua que, como método, o grupo utiliza o inventário participativo, que se organiza em cinco etapas para alcançar o resultado almejado. Na primeira, os participantes identificam as referências culturais; na segunda, um dos pontos é selecionado para o aprofundamento das pesquisas com base em acervos históricos disponibilizados pela própria comunidade, que ocorrem ao longo do terceiro ciclo. A quarta fase é marcada pela divulgação dos resultados do levantamento, e a quinta, pela autoavaliação do processo realizado, com mensuração de pontos positivos e tópicos que podem ser melhorados para a prosseguimento das atividades.
“A comunidade de Galópolis se transforma continuamente, modificando também as visões que as pessoas têm sobre o que é, ou não, patrimônio ou referência cultural. Por isso, nossas ações não são limitadas pelo tempo, pois as dinâmicas necessárias para os trabalhos surgem a partir dos próprios moradores, que são os protagonistas deste processo”, finaliza a historiadora.
O Inventário Participativo de Galópolis é certificado como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura (MinC). Além disso, já recebeu premiações que reconhecem a sua função social. O projeto é financiado pelo FINANCIARTE - Financiamento da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) de Caxias do Sul, com apoio da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, por meio da SMC.
FICHA TÉCNICA
Gestão criativa: Juli Pandolfo
Assessoria em produção cultural: Fábio Borges
Museologia: Geovana Erlo
Assessoria histórica: Naylane Sartor
Assessoria contábil: MEP Contabilidade e Assessoria
Assessoria de imprensa: Ito Comunicação Propositiva
Assessoria em acessibilidade: C&D Tradução de Libras
Assessoria em mídias sociais: Shamila Carpeggiani
Design gráfico: Vitória Ferreira
SERVIÇO
O quê: encontros do Ponto de Memória Inventário Participativo de Galópolis
Quando: até 18 de novembro de 2025, com reuniões quinzenais nas terças, às 19h
Onde: salão do campo de futebol (rua Paulino Chaves, 371, Galópolis - Caxias do Sul)
Acesso gratuito, sem necessidade de agendamento
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MATHEUS TEODORO DA SILVA
[email protected]