Viva a Vida
Mudanças Climáticas
Domínio Público
O espetáculo “Viva a Vida” de Regina Casé deveria ser apresentado em todos os CEUs e em todas as escolas do Brasil. É um hino à conversão humana por essa causa que é a mais séria, a mais grave e a mais perigosa para o planeta: o aquecimento global. Regina é uma artista completa: sabe se comunicar, contagia e consegue manipular o auditório, mantém intensa atenção durante toda a peça. O texto é de seu marido, Estevão Ciabata Pantoja, mas ela, generosamente, distribui a autoria com escritores como Stéfano Mancuso, que escreveu o excelente “Revolução das Plantas”, para mostrar a importância dessa amiga da vida, às vezes tão desprezada pelo bicho-homem. É impressionante que Regina mostre a nossa insensatez: sabemos identificar marcas de carro – esse invasor para quem as cidades hoje são planejadas, projetadas e vivenciadas – e não saibamos identificar as árvores nativas da maior biodiversidade do mundo, que é a do Brasil. Com graça, humor, contagiante alegria, Regina Casé presta um serviço à sociedade brasileira ao incentivar todas as pessoas a se comportarem como partículas integrantes da natureza e não seus cruéis exploradores. Aquilo que muitos livros, muitas aulas, muitas dissertações, teses e ensaios não conseguem, em pouco mais de uma hora ela transmite e faz calar fundo na alma de quem ainda tem um resquício de consciência. Vale a pena partilhar com ela esse teatro que é também preciosa lição. As sessões no Sérgio Cardoso tiveram sua lotação esgotada, tanto que se promete nova curta rodada em setembro. Que ninguém perca a oportunidade de participar dessa noite instigante e estimulante que a mágica Regina Casé oferece a todas as idades. Diante dela, até os adultos mais maduros se sentem um pouco crianças e com vontade de melhorar este nosso mundinho tão complexo, confuso e perdido. *José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
LUCIANA FELDMAN
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