NR-1 estabelece ações na empresa com foco em saúde mental

Por VININHA F. CARVALHO
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A saúde mental do trabalhador é uma pauta mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos como ansiedade e depressão custam globalmente cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.  
As empresas brasileiras tiveram um ano para se adaptar a inclusão dos fatores de riscos psicossociais no ambiente de trabalho que foram incluídos na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e precisam fazer parte do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programada de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Os riscos psicossociais são somados aos conhecidos riscos físicos, químicos, biológicos, de acidentes e ergonômicos, e foram incluídos na norma por meio da Portaria do Ministério do Trabalho (MTE) nº 1.419/2024.  
Os reflexos de uma gestão preventiva impactam diretamente a produtividade, a redução de passivos trabalhistas e a preservação da integridade física dos colaboradores. O cuidado com pessoas vai além da integração da gestão de riscos, em um mercado que depende de especialistas qualificados.
Os líderes atuais carregam décadas de experiência acumulada, tendo atravessado ciclos econômicos complexos, períodos de inflação elevada e transformações profundas no ambiente de negócios. Ao mesmo tempo, Millennials e talentos da Geração Z chegam com outra dinâmica de trabalho.
A chegada da Geração Z, nascidos entre 1997 e 2010, ao mercado de trabalho tem provocado mudanças na forma como empresas e profissionais se relacionam. Mais do que ocupar novas vagas, esses jovens trazem diferentes expectativas sobre carreira, propósito e qualidade de vida.
Muitas organizações estão sendo desafiadas a repensar modelos tradicionais para atrair e reter talentos. Cercados pela tecnologia e pelo acesso rápido à informação, os jovens dessa geração tendem a valorizar ambientes mais dinâmicos, colaborativos e alinhados aos seus valores.
Quando a empresa capta as mudanças e sabe dar o andamento de forma segura, consegue transformar o cumprimento de regras e leis em valor competitivo.
Segundo a docente do Programa Jovem Aprendiz do Senac Viamão, Cristiane Silva de Lisboa, uma das principais diferenças em comparação com as gerações passadas, está na forma como o trabalho é encarado. “São jovens que gostam de entender o propósito do que fazem. Eles querem participar, opinar e compreender como seu trabalho contribui para o todo. Também valorizam muito a comunicação aberta e o reconhecimento”, explica.
Com a NR-1 em vigor, os registros de acompanhamento e capacitação de lideranças passam a ter maior peso para compliance, governança de pessoas e mitigação de passivos trabalhistas.
Quando bem integradas, as diferentes gerações potencializam os resultados da empresa, promovendo um ambiente mais inovador, equilibrado e preparado para os desafios do mercado.
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