Jovens da Fundação CASA na capital exploram artes visuais e ressignificam trajetórias por meio do desenho
Ação cultural no CASA Chiquinha Gonzaga ofereceu a adolescentes uma imersão no universo das artes visuais
(Divulgação/Fundação CASA)
No dia 15 de junho, o centro socioeducativo feminino da Fundação CASA Chiquinha Gonzaga, na capital paulista, promoveu a visita de sete adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa a um estúdio de arte profissional. A atividade integra as iniciativas de desenvolvimento cultural da unidade, realizadas em parceria com o Instituto Papel de Menino & Menina (IPM), e representa mais um passo concreto na construção de experiências que ampliam perspectivas e contribuem para o desenvolvimento integral das jovens atendidas. A visita marcou o encerramento de um cronograma composto por dez encontros realizados às segundas-feiras, elaborado e conduzido pelo instituto. Ao longo das atividades, as adolescentes exploraram diferentes subcategorias das artes visuais, entre elas estrutura do corpo humano, introdução às tintas e colorimetria, letrismo, lápis de cor e monotipia. A programação culminou no planejamento e na execução de um projeto autoral desenvolvido pelas próprias jovens, unindo fundamentos técnicos, expressão criativa e protagonismo artístico. A proposta das aulas, conduzidas pelo Instituto, é oferecer às adolescentes um espaço de expressão por meio do desenho, da pintura e de outras linguagens visuais, associando o desenvolvimento de habilidades técnicas ao protagonismo criativo. As atividades integram o conjunto de ações culturais promovidas pelo centro, com foco na ampliação de repertório e no fortalecimento de vínculos das jovens com novas possibilidades de expressão. Entre as participantes, Mariana (nome fictício), de 15 anos, viveu a experiência como um ponto de virada. Para ela, que nunca havia tido contato com a arte antes, as aulas do IPM revelaram uma capacidade que ela desconhecia em si mesma. O letrismo foi sua aula favorita, e a atenção dedicada pelos professores ao longo do processo foi o que mais a marcou. "Eu não sabia desenhar antes, e hoje eu desenho melhor. Me senti capaz de desenvolver um simples desenho, sem medo de errar", relatou, revelando o impacto transformador que a experiência teve em sua trajetória. A presidente do Instituto Papel de Menina, Silvana Urbani, destaca que a visita ao estúdio representa uma oportunidade única de reconexão das jovens com seus próprios sonhos e possibilidades. "Estamos visando uma vivência externa para que elas possam resgatar sonhos, ampliar perspectivas e fortalecer os vínculos por meio da arte", destacou. Já para o presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior, iniciativas como essa vão ao encontro do que a instituição acredita e pratica cotidianamente. "Oferecer às adolescentes experiências que unem arte, autoconhecimento e pertencimento é parte essencial de uma abordagem socioeducativa que enxerga o jovem em sua integralidade. Nosso compromisso vai além da medida socioeducativa — é com a formação de cidadãos capazes de construir novos caminhos", afirmou.
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