Nos últimos dias, o esporte voltou a mostrar uma realidade que vai muito além dos resultados dentro das quadras e dos campos. Enquanto as atenções do público, da imprensa e dos patrocinadores já começam a se voltar para a Copa do Mundo masculina, as seleções femininas brasileiras seguem conquistando resultados expressivos com uma visibilidade muito menor.
Na última semana, tanto a Seleção Brasileira Feminina de Futebol quanto a Seleção Feminina de Vôlei conquistaram importantes vitórias, reafirmando o alto nível técnico das atletas brasileiras. Ainda assim, a repercussão ficou distante daquela destinada às competições masculinas, mesmo quando os resultados esportivos das mulheres são igualmente relevantes.
A diferença não está apenas na cobertura da mídia. Ela também aparece nos investimentos, nos contratos de patrocínio, na audiência estimulada pelas transmissões e no espaço dedicado às atletas nos debates esportivos. Durante décadas, o esporte feminino precisou lutar não apenas por títulos, mas pelo direito de existir, competir e ser reconhecido.