Investidor brasileiro pode ajudar a colonizar Marte
IPO trilionário da SpaceX, de Elon Musk, deve ser o maior da história; escritórios BTG já registram procura e curiosidade de clientes
Divulgação/ SpaceX
A Oferta Pública Inicial (IPO) da SpaceX nem parece uma coisa deste planeta. A empresa aeroespacial de Elon Musk protocolou na Nasdaq o pedido para a maior abertura de capital da história, com ambições de construir centrais de processamento de dados em órbita e colonizar Marte. A estreia está prevista para 12 de junho, com valor estimado entre US$ 1,75 trilhão e US$ 2 trilhões e captação de até US$ 75 bilhões, valor que superaria em mais de 2,5 vezes o recorde anterior, da petrolífera Saudi Aramco, em 2019.
O BTG Pactual é o único do Brasil entre os coordenadores da operação. Para os clientes de escritórios parceiros do banco, como a ATEX Investimentos, isso representa acesso direto ao maior IPO da história. "O investidor brasileiro não precisa olhar de fora do país, para uma operação desse tamanho, sem ter um caminho aberto, fácil e orientado. A questão é saber se faz sentido para cada perfil", explica Roberto Pereira, especialista em planejamento financeiro e investimentos, fundador da ATEX.
Após o anúncio, o interesse de clientes sobre o tema cresceu de forma expressiva nos escritórios BTG. "Internacionalizar parte do patrimônio deixou de ser coisa de grandes fortunas. É uma estratégia acessível e necessária em um mundo onde as oportunidades se movem muito rapidamente", diz Pereira.
O IPO da SpaceX sinaliza um novo ciclo no mercado global de capitais. Para os meses seguintes à oferta, analistas projetam outras aberturas monumentais, incluindo possíveis listagens da OpenAI e da Anthropic.
A popularidade das operações, porém, carrega um risco embutido que os números ajudam a explicar. A SpaceX está sendo precificada a cerca de 94 vezes sua receita anual, enquanto Microsoft e Apple negociam entre 12 e 15 vezes. Outras grandes aberturas de capital tiveram desfechos pouco favoráveis ao investidor. A Uber e Rivian foram exemplo disso, gerando perdas expressivas para quem entrou no primeiro dia de negociações. Já o Facebook (Meta) caiu 30% no primeiro ano após sua abertura. "A questão central não é se esses ativos são bons ou ruins. É se eles fazem sentido dentro de um plano financeiro real, com horizonte, perfil de risco e objetivos concretos para cada investidor", orienta Pereira.
O calendário do IPO prevê a definição do preço das ações em 11 de junho e a estreia na Nasdaq em 12 de junho. Na prática, a janela para o investidor manifestar interesse termina um dia antes da precificação. O pedido condicional de compra fecha por volta das 16h (horário de Nova York), o que corresponde a 17h no horário de Brasília. Quem quiser participar precisa agir antes disso. A ATEX Investimentos orienta clientes interessados pelo https://atexinvestimentos.com.br/
Roberto Pereira
É especialista em planejamento financeiro e investimentos, com MBA em Investimentos e Private Banking pelo IBMEC/SP. Fundador e CEO da ATEX Investimentos, credenciada à EQI Corretora (Grupo BTG Pactual), que em três anos captou mais de 2 mil clientes e perto de R$ 300 milhões sob custódia, com atuação em assessoria de investimentos, planejamento financeiro e gestão de patrimônio.
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TARCISO ANTUNES SOUZA
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