1 Bilhão

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Em balanço divulgado nesta semana pelo jornalista pernambucano João de Andrade Neto, do GE, cinco clubes do futebol brasileiro conseguiram alcançar a receita de mais de R$ 1 bilhão arrecadados no ano de 2025: Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense. Bem próximo a esse número ainda chegou o Corinthians, confirmando que o monopólio financeiro no Brasil ainda está no eixo Rio-São Paulo. Abaixo replico algumas linhas da reportagem atrelando com meu texto desta semana para valorizar o excelente trabalho do jornalista, assim como para confirmar diagnósticos que faço sem ter o mesmo respaldo dos números, apenas por feeling.

Os clubes que mais arrecadaram não são necessariamente aqueles mais que tiveram lucro, aqueles que conseguiram ter elencos competitivos ou melhorias nas suas estruturas. Mas revelam a competência ou a incompetência das suas gestões, isso com certeza. E outra coisa fundamental. Arrecadar também não é o mesmo que ter lucro, como ficará mais claro abaixo.
Na lista dos clubes que tiveram Supervavit, ou seja, arrecadaram mais do que gastaram, Flamengo e Palmeiras - que seguem na liderança da lista de arrecadação e das conquistas de títulos -, também são os que mais lucraram. Outros 7 conseguiram alcançar tal feito - mesmo que suas realidades não tenham dito o mesmo, dentro de campo e fora deles nas notícias: Vasco, Mirassol, São Paulo, Grêmio, Bragantino, Juventude e Internacional.
Flamengo e Palmeiras tem as duas gestões mais profissionais do país e refletem isso em organização - assim como venho dizendo. E assim conseguiram criar um ciclo muito forte de geração de receita, previsibilidade de caixa e capacidade de investimento contínuo no futebol. Assim conseguem manter uma coerência nas suas negociações, manter elencos competitivos por mais tempo e trabalhar com planejamento de médio e longo prazo. Com isso colhem todos os anos resultados dentro de campo. 
Dentro do esforço em melhorar ou ter uma gestão correta, Vasco, Bragantino e Mirassol merecem ser citados dentro destes nove e conseguem ter frutos positivos, seja no setor financeiro ou na construção de times competitivos. Já na contramão deste seleto grupo, Botafogo e São Paulo merecem todo o crédito ruim que suas diretorias vem plantando. Problemas com o transferban e na destituição do CEO da SAF (no primeiro caso) e/ou nas estruturas do clube e na destituição do presidente do clube (no segundo caso) confirmam a questão. E embora também tenham conquistas recentes dentro de campo além da excelente arrecadação, não estão conseguindo manter elencos competitivos que disputem realmente de igual para igual com os seus rivais regionais.
Entre os clubes que tiveram déficit - gastaram mais do que arrecadaram - o Atlético Mineiro não teve concorrente no Brasil, e alcançou a incrível cifra de R$ 882 milhões negativos. Neste caso vale destacar que seis SAFs tiveram déficit maior que R$ 100 milhões em 2025: Atlético Mineiro, Botafogo, Bahia, Cruzeiro, Coritiba e Fortaleza. Outros dois clubes que contam com administrações mais tradicionais do futebol brasileiro também alcançaram a cifra negativa: Corinthians e Sport Recife (rebaixado para a segunda divisão nacional). 
O trabalho do jornalista do GE é tão bom e inclui tantos detalhes que deixo aqui o link para quem quiser conferir a matéria completa. Vale a pena. Recomendo.

https://ge.globo.com/pe/futebol/noticia/2026/06/02/cinco-clubes-faturam-mais-de-r-1-bilhao-em-2025-veja-rankings-de-receitas-e-deficits.ghtml

Primeiros a chegar
A seleção brasileira foi a primeira a chegar nesta semana em uma cidade sede da Copa do Mundo, que começa daqui uma semana apenas. Não sou de ficar ansioso, mas confesso que estou. E considero que essa iniciativa de chegar primeiro faz com que os jogadores consigam ter mais tranquilidade na preparação, ao contrário de como estou. Que assim seja. Parabéns pela iniciativa.
O técnico Carlo Ancelotti começa agora a dar confiança para a equipe. Embora neste caso eu acredite que não, ele já falou que a equipe está preparada para a competição. Mas acho ótimo para que o grupo se preocupe apenas em treinar e esquecer a pressão da imprensa e da torcida. E assim as coisas vão caminhando para a melhor direção, se aproximando do objetivo de ir longe no mundial e espantando distrações que podem derrubar precocemente um time.
Aliás, é um time que precisamos, não jogadores heróis. Assim, hoje, eu teria a coragem de iniciar o jogo com um quarteto capaz de desequilibrar os jogos e seria uma surpresa total para os adversários, deixando aqueles considerados estrelas para a segunda etapa. Eu começaria o jogo contra o Egito com Luís Henrique - o único que começou contra o Panamá -, Endrick, Rayan e Danilo, nos lugares de Vinícius Júnior, Raphinha e Matheus Cunha.
Acredito que essa seria uma excelente oportunidade para dar moral aos jogadores do elenco, estimular aqueles considerados hoje como titulares a desempenhar melhor e de repente encontrar o time realmente ideal para os jogos de grupo do mundial. 
O merecimento tem que fazer parte de uma seleção, principalmente, quando você tem apenas 8 jogos para ganhar e estar entre os eternamente idolatrados na história do futebol. Coragem italiano, o Brasil tem mais que os mesmos para te fazer feliz.


Ricardo Abel
Articulista de Esportes e
Jornalista com experiência em assessoria de comunicação e mídias como Veja SP
@ricardoabell


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