Começou

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Nesta semana a maior competição do mundo teve início. A fase final da Copa do Mundo começa na apresentação dos jogadores às suas devidas seleções. Carlo Ancelotti convocou e Neymar e Cia já estão treinando para o jogo preparatório de domingo contra o Panamá, no Maracanã. O último antes desembarcar nos Estados Unidos.

Agora já não importa mais se convocou certo e se os jogos serão bons para preparar o time. Antes da competição a seleção brasileira ainda tem mais um jogo contra o Egito de Mohamed Salah, que se despediu do Liverpool recentemente, e de Mohamed Elneny, que disputa a final da Champions League amanhã (30), pelo invicto Arsenal.
O que importa agora é a atitude e comprometimento dos que lá estão. É isso e só isso que fará a diferença agora para o bom desempenho dos selecionados no torneio, que acontece há cada 4 anos. Todos já estão com seus nomes cravados na história e a partir de agora tem que representar a camisa amarelinha, seja na técnica ou na raça, mas no mínimo tem que ter postura de atleta profissional comprometido com todo esse contexto de importância e de projeção que essa competição dá individualmente para cada um após a disputa. Ou seja, entrar para competir com seriedade.
A última campeã Argentina se fechou e conseguiu. Conduzido por seu maior craque na atualidade, Leonel Messi, esse sim um atleta exemplar. Sem nenhum ou quase nenhum fato polêmico na carreira teve diversos desafios na seleção, quase abandonou depois das cobranças excessivas e deu a volta por cima para conquistar a principal competição do mundo no Catar. Mas tudo isso só aconteceu porque o grupo se fechou, estava junto e comprometido a ganhar. Inclusive nem sempre seu maior craque foi o destaque do time nos jogos durante a competição. E para demonstrar o comprometimento total, na final ainda ganhou da principal seleção do mundo nos últimos anos, para mim a favorita dessa competição também, a França.
Será que Ancelotti conseguirá controlar o ambiente para que essas metas sejam alcançadas, essa é a resposta que tem importância, não se Neymar estará apto para a primeira partida. Até porque temos que lembrar de novo. São 48 seleções na Copa e quem estiver no caminho certo é quem terá mais chances. Para ser campeão não dá para depender cegamente de um jogador ou transformar a concentração em uma colônia de férias com jantares com carne temperada com pó de ouro.
E ainda digo mais. Para mim o Brasil não ganha o primeiro jogo do Marrocos, o que aumentará ainda mais a pressão sobre os jogadores. E aí que será decisivo termos esse grupo fechado. Mas também será importante ter o apoio da torcida nesse momento. E com isso os jogadores podem contar, pelo menos da minha parte. Eu fecho com a seleça. E vou aproveitar os jogos do Brasil na Copa para ser feliz, reunir amigos, comer aquele churrasco e tomar um danoninho. Aproveitar é a palavra chave. E se o Brasil chegar e ser campeão vai ser perfeito. Vamos Brasil!

Champions
É amanhã. A final da segunda maior competição do planeta - essa de clubes e que ocorre todos os anos, para nossa alegria. Já reservei minha Picanha e meu drink para essa ocasião especial há dias. Já programei minha folga há semanas para isso e assim já acionarei meu modo “futebol total” até o final da Copa do Mundo. Gosto de futebol, amo, acima de tudo do jogo. E a partir de agora a seleção é o foco, assim como os demais jogos da Copa do Mundo, neste caso para apreciar e curtir tudo que puder. Porque acima de torcedor, somos pessoas que fazem escolhas. E eu escolho o esporte futebol e tudo de bom que ele pode oferecer. Inclusive o bom senso.

Brasileiros
Enquanto isso no Palmeiras, um time extremamente campeão nos últimos anos, líder do brasileiro e que ficou 18 jogos invictos perdeu, um jogo em casa na Libertadores e uma torcida - se é que isso dá para ser chamada de torcida - criou uma campanha de ‘Fora Abel’. Meu Deus, é absurdamente inacreditável que isso tenha acontecido. Sugiro que os outros torcedores criem uma campanha: ‘Mancha é Escola de Samba’. Assim eles terão total liberdade para inventar, criar e sustentar seus enredos. 
Ao contrário do caso de Roger Machado no São Paulo - com contexto totalmente diferente - a presidente Leila Pereira neste caso teve comportamento exemplar em segurar seu treinador e demonstrou mais uma vez ser uma excelente administradora, além de correta nas suas ações e boa entendedora de futebol. Parabéns pela postura!


Ricardo Abel
Articulista de Esportes e
Jornalista com experiência em assessoria de comunicação e mídias como Veja SP
@ricardoabell


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