As perdas que temos em nossas vidas....

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Prezado e estimado leitor, no artigo de hoje, trago um assunto delicado. As perdas que temos em nossas vidas e como as superamos (ou quase) e convivemos com ela. Digo isso porque há menos de 15 dias, meu pai, Don Marcelo foi se juntar a minha saudosa mãe, a Dona Mazé em outro plano. E aí fica a reflexão, como lidamos com as perdas, seja de nossos pais, parentes e amigos e pets, ou materiais, bens e afins, e ou também empregos, relacionamentos. Quando minha mãe partiu, há 10 anos atras, ficou um vazio que não se preenche, uma dor que não passa, uma cicatriz que não cura, mas como ela mesma dizia, a vida tem seus altos e baixos, seus ganhos e suas perdas e convivi com isso ate que meu pai, meu herói, meu mestre, partiu. Outra vez a mesma dor, o mesmo vazio de não ter aqueles que me deram a vida, aqueles que me forjaram como pessoa, como pai, marido e filho, que aprendeu com eles valores, laços, raízes que serão eternizados. Por isso a reflexão, como lidar com as perdas. Por mais que as pessoas tem empatia, quando na dor, é um sentimento individual e único. Muitos recorrem a terapia para superar sua própria dor, muitos sucumbem a vícios para suportar e muitos tiram suas próprias vidas por não entenderem esses processos de perdas e ganhos. Mas nós, seres humanos, dotado de razão e emoção, não pensamos nisso e tampouco aprendemos a conviver com essa dor. E o que fazer neste caso? E estudando sobre a mente humana e as infinitas possibilidades de aprender e conhecer nossas próprias emoções e as consequências das perdas, no meu caso, quando minha mão partiu, entendi e aprendi que isso faz parte da vida e que um dia todos nos termos o mesmo destino (falando especificamente da nossa passagem para outro plano), mas mesmo assim senti. E talvez esse fim seja apenas o começo. O aprendizado de que teremos perdas é importante para o que costumo chamar de evolução de consciência. Se preparar para algo que temos a certeza que irá acontecer (como a morte), nos fortalece. Embora a dor e a saudade irão continuar, na proporção da importância que a pessoa tem em sua vida. E é perfeitamente normal, pessoas reagirem em situações assim. Umas mais desesperadas, outras mais conscientes. No caso do meu pai, já esperava isso, não pela debilidade da mente dele e pelo estado frágil de saúde, mas a certeza de que ele iria terminar a sua jornada neste plano. Assim como, um dia eu e você colocaremos um ponto final na nossa vida. Mas e as outras perdas que citei aqui? Um emprego ou bens materiais por exemplo? Qual a nossa reação? Para boa parte, é de reação imediata ou mais demorada, dependendo de seu estado psicológico emocional. Mas acabamos reagindo, pois a vida não nos dá tempo, principalmente pela nossa responsabilidade. Por isso, caro leitor, aprenda a fortalecer sua mente para estas situações e como sugestão, procure algo referente a Inteligência Emocional que nos capacita a entender a nossa própria mente. E assim lida melhor com a perdas. Ainda falando sobre a morte, uso uma frase que aprendi:

Eu não temo a morte, pois nunca irei encontra-la, quando ela chegar, eu já não estarei mais aqui.
Sua benção, Dona Maze. Sua benção, Don Marcelo. Gratidão! Lhes amarei por toda a eternidade.


Márcio Pedraza Aguilera
Cientista Social


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