Oficina gratuita de cinema na Zona Leste de São Paulo completa 7 meses e transforma vidas de jovens da periferia

Ação apoiada pela Prefeitura de São Paulo e SPCine leva formação em cinema a jovens a partir de 16 anos na periferia

Por CLAUDIANA
3 Min

Oficina gratuita de cinema na Zona Leste de São Paulo completa 7 meses e transforma vidas de jovens da
PROJETO A ARTE QUE SALVA

O acesso ao universo cinematográfico, antes distante da realidade de muitos jovens da periferia, tem se tornado possível por meio do projeto gratuito “A Arte que Salva”, promovido pela Yo! Filmes, na Zona Leste de São Paulo. A iniciativa completou sete meses de atividades em maio e já impactou dezenas de participantes.

Idealizado pelo ator, roteirista e diretor Marcelo Di Marcio, o projeto oferece oficinas de capacitação audiovisual para jovens a partir de 16 anos, priorizando moradores da periferia e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

As aulas apresentam, na teoria e na prática, diversas áreas da indústria cinematográfica, como roteiro, atuação, direção de arte, iluminação, fotografia, sonoplastia, dublagem e edição de filmes. A proposta é permitir que os participantes transformem suas próprias vivências em narrativas audiovisuais.

Desde o início das atividades, em outubro de 2025, cerca de 70 jovens já foram capacitados. Durante o período, os alunos participaram da produção de diferentes curtas-metragens, entre eles “O Ladrão de Tumba” e “Luz, Câmera, Itaim: da Favela para o Cinema!”.

O projeto conta com apoio da Prefeitura de São Paulo, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e da SPCine.

Para Marcelo Di Marcio, o cinema pode funcionar como ferramenta de transformação social e inclusão.

“O cinema pode abrir caminhos, revelar talentos e mudar histórias. Nosso objetivo é fazer com que esses jovens enxerguem novas possibilidades para suas vidas por meio da arte e da cultura. Quando damos acesso e oportunidade, despertamos talentos que muitas vezes estavam invisíveis para a sociedade”, afirma.

Segundo o diretor, as oficinas também contribuem para o fortalecimento da autoestima e do protagonismo juvenil.

“Muitos desses jovens nunca imaginaram que poderiam escrever um roteiro, atuar ou dirigir uma cena. Quando eles percebem que são capazes, algo muda dentro deles. O cinema passa a ser também uma ferramenta de transformação social”, destaca Marcelo.

Mais informações sobre o projeto “A Arte que Salva” podem ser obtidas no site www.artequesalva.com.br e no Instagram @artequesalva.sp.


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CLAUDIANA DO ROSARIO SILVA
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FONTE: Humberto Leão
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