Casos recentes noticiados pela imprensa, como a reportagem publicada pelo UOL sobre alertas envolvendo um grande banco nacional, reforçam a gravidade das fraudes telefônicas que utilizam números legítimos de empresas e instituições financeiras para enganar consumidores. (Link de referência).
A prática consiste em criminosos que se passam por representantes de empresas, bancos ou órgãos públicos para enganar a vítima e obter dados sensíveis, senhas ou autorizações para transferências financeiras. Ao explorar marcas reconhecidas e canais aparentemente legítimos, os fraudadores aumentam significativamente as chances de sucesso do golpe e comprometem a confiança dos consumidores nos meios oficiais de contato.
Dados consolidados da DMA (Digital Made Accessible) mostram a dimensão e a complexidade desse cenário. Desde o início da operação da Protect Call no Brasil, mais de 220 milhões de tentativas de golpe foram bloqueadas. Esse volume inclui diferentes tipos de chamadas fraudulentas, como números aleatórios, números semelhantes aos oficiais e variações usadas pelos criminosos para enganar as vítimas.
Dentro desse universo, a DMA identificou mais de 1 milhão de tentativas de spoofing apenas em 2025, casos em que os golpistas utilizaram números mascarados para simular, de forma idêntica, os telefones oficiais de empresas e órgãos públicos. Esse recorte evidencia um nível ainda mais sofisticado de fraude, em que o risco para o consumidor é ampliado justamente pela falsa aparência de legitimidade da chamada.
Os números indicam que o problema é estrutural e exige abordagens preventivas, capazes de atuar antes mesmo de o usuário atender a ligação e não apenas na resposta posterior ao contato fraudulento.
É o caso da Protect Call, tecnologia da DMA baseada em inteligência artificial e machine learning, que analisa continuamente padrões de chamadas para identificar comportamentos suspeitos, inclusive tentativas de spoofing. A solução atua de forma preventiva, bloqueando ligações antes do atendimento e exibindo alertas visuais no celular do usuário, reduzindo significativamente a exposição ao golpe.
Essa capacidade é potencializada pela inteligência coletiva da comunidade WeDMA, formada por mais de 170 grandes empresas que compartilham números telefônicos com indícios de atividade fraudulenta. O modelo colaborativo permite que a proteção evolua na mesma velocidade das estratégias criminosas, fortalecendo todo o ecossistema e ampliando a efetividade das ações de combate às fraudes por voz.
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Marize Elena Serpa Celio Vossen
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